POLÍCIA REALIZA OPERAÇÃO CONTRA ROUBO DE CARGAS NO RIO E NA BAIXADA...
11/01/2018
Fonte:G1

...Fluminense.

Ação visa ao cumprimento de 50 mandados, incluindo prisões e apreensões. Principal foco da ação seria quadrilha especializada no roubo de cargas de alto valor.

Pelo menos dez pessoas foram presas e um adolescente apreendido na manhã desta quinta-feira (11) durante uma operação policial de combate ao roubo de cargas no Rio e na Baixada Fluminense. Ao todo, a polícia buscava cumprir 50 mandados judiciais, sendo 25 de prisão e 25 de busca e apreensão.
(Atualização: inicialmente, a Polícia Civil divulgou que eram 25 mandados no total. A informação foi atualizada às 10h20.)
Batizada de "Homem de Ferro", a operação foi comandada pela 64ªDP (São João de Meriti) com o apoio de outras delegacias da Baixada Fluminense, da capital e especializadas. Cerca de 350 agentes policiais foram mobilizados durante a ação.

De acordo com o delegado titular da 64ª DP, Moisés Santana, até as 12h todos os 25 mandados de busca e apreensão haviam sido cumpridos, mas ainda não havia um balanço das apreensões que incluía mercadorias diversas, dinheiro e armas. Também foram recuperados sete carros e um caminhão roubados.
Dos mandados de prisão, apenas 11 haviam sido cumpridos com sucesso até o mesmo horário. “Ainda temos equipes na rua e esse número pode aumentar”, afirmou o delegado.
Dos dez presos, sete eram integrantes da quadrilha e outros três receptadores das mercadorias roubadas pelo grupo. O delegado não esclareceu qual a participação do adolescente apreendido junto à quadrilha.

Líder foragido
Um dos principais alvos da operação era, segundo o delegado Santana, um criminoso identificado como Rodrigo Lima. "Ele era o elo de ligação entre todos os integrantes do bando”, afirmou o policial. Lima não foi encontrado em casa e já é considerado foragido da Justiça. No entanto, a polícia conseguiu contatá-lo e há expectativa de que ele se entregue à polícia.
O delegado contou que na casa de Lima foram encontradas diversas mercadorias roubadas. A mulher dele, que estava no imóvel, foi conduzida coercitivamente para a delegacia para prestar esclarecimentos. "Com a ajuda dela conversamos com ele por Whatsapp e ele se comprometeu a se entregar", disse.
Investigações
As investigações sobre a atuação da quadrilha levaram cerca de seis meses e tiveram início a partir da prisão em flagrante de um assaltante. Segundo o delegado Moisés Santana, além de interceptações telefônicas, postagens em redes sociais foram usadas para identificar os integrantes da quadrilha.
“Verificamos que eles ostentavam nas redes sociais as mercadorias roubadas. Nestas redes sociais, eles se auto intitulavam como ‘banda podre’ ou ‘grupo do Robin Wood’", contou o delegado.
O grupo comandado por Rodrigo Lima agia sempre na Avenida Brasil, segundo o delegado, e seguia sempre o mesmo modo de atuação: os criminosos se dividiam em três equipes ao longo da via - uma era responsável por selecionar o caminhão que seria abordado, a outra monitorava a movimentação policial na área enquanto a terceira agia diretamente no roubo, rendendo o motorista e transportando a carga para uma comunidade próxima.
Santana esclareceu que a quadrilha escolhia a carga a ser roubada de acordo com seu valor aparente ou, ainda, a definia a partir de encomenda prévia por parte dos receptadores - geralmente comerciantes que atuam em favelas da região.
"Eles tinham uma expertise nessa seleção [da carga a ser roubada] porque eles conseguiam verificar pelo peso do caminhão, se o caminhão estava muito baixo ou muito alto o amortecedor, e eles sabiam se ele estava cheio ou vazio", apontou o delegado.

Ainda segundo o delegado, a polícia estima que o grupo agia há pelo menos um ano e que seria formado por mais de 30 integrantes. Os investigadores ainda não sabem o valor que a quadrilha movimentou ao longo deste período.

Participação do tráfico
De acordo com o chefe da Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas do Rio, delegado Hilton Alonso, há ligação direta entre o roubo de cargas e o tráfico de drogas.
"O tráfico de drogas também fomenta o roubo de cargas, porque cede equipamentos e fica com parte do lucro", afirmou o delegado.
O titular da 64ª DP, Moisés Santana, acrescentou que as investigações comprovaram que traficantes ficavam com parte do dinheiro arrecadado e que o valor era revertido na compra de armas. Ele enfatizou, ainda, que a atuação dos assaltantes dependia de autorização prévia por parte dos traficantes, daí a relação direta entre os dois crimes.
“Eles dependem de autorização do tráfico para realizar esses roubos nas imediações dessas localidades dominadas por facções criminosas", esclareceu o delegado.
Diante disso, o titular da Delegacia de Furtos e Roubos afirmou que a especializada também está investigando o tráfico de drogas e que os traficantes envolvidos com este tipo de crime vão responder a inquérito duplo. Além disso, segundo ele, traficantes que estão em cumprimento de pena terão a transferência para presídios federais solicitada pela Polícia Civil.

“Toda a comunidade onde está havendo o transbordo [de cargas roubadas] e que há o tráfico de drogas que domine a região, ou mesmo a milícia, mas principalmente o tráfico de drogas será investigada e responsabilizada por isso. Os seus integrantes também irão responder a inquérito sobre estes roubos E os que já estiverem presos, tendo um poder sobre estas regiões, serão responsabilizados também e será representado pela sua transferência para presídios federais”, garantiu Alonso.
Prisão de criminosos
Os mandados são cumpridos um dia depois da prisão de Herbert da Silva Pinto, conhecido como Gabera, apontado pela polícia como líder de uma quadrilha de roubo de cargas que atacou caminhões todos os dias no RJ nos últimos seis meses.
Ele e os comparsas Luis Felipe da Silva Maria e Bruno Santos da Silva foram capturados na favela Centenário, no complexo de favelas da Mangueirinha.
As investigações sobre a quadrilha mostram que Gabera não rendia os motoristas nem vendia as mercadorias: a função dele era escolher que veículo seria atacado e dar a ordem para a abordagem.
A especialidade do bando, que atuava na rodovia Washington Luís e no Arco Metropolitano, eram as cargas de alimentos e eletroeletrônicos. Em média, eram assaltados 15 caminhões por semana.
Roubos continuam: Assaltante morre na Avenida Brasil
Apesar da prisão da quadrilha, outros bandidos continuam agindo. Na madrugada desta quinta-feira um assaltante que fazia refém um motorista de uma carreta foi morto na Avenida Brasil. Segundo a Polícia, a tentativa de roubo foi na altura de Guadalupe.

Agentes penitenciários que passavam no local perceberam a ação e fizeram a abordagem. Houve troca de tiros. Quando tentou fugir, o criminoso foi atropelado. Outros assaltantes fugiram.

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