CAMPANHA ESTADUAL ALERTA PARA O ABUSO SEXUAL INFANTIL
19/05/2017
Fonte:DOERJ

18/05/2017 - 18:27h - Atualizado em 18/05/2017 - 18:27h

» Ascom da Secretaria de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres

Ação usa personagens para narrar história da vítima de forma lúdica

No Dia Nacional do Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, nesta quinta-feira (18/5), a Secretaria de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos, em parceria com a Polícia Civil, lançou a campanha Contando um Conto – Cuidando de nossas Crianças e Adolescentes. O objetivo é informar e orientar, de forma lúdica, pais e filhos sobre como perceber e evitar que menores de idade sejam vítimas de pedofilia.

Em um vídeo, princesas e super-heróis contam a história de uma menina que foi vítima de abuso sexual.

– Os personagens das histórias infantis ajudam a entrar no universo das crianças e debater sobre o abuso sexual, falando a linguagem delas. Para muitos pais poderia ser um tabu, mas quando narrado de forma lúdica torna-se de fácil entendimento para as crianças e para a família – explicou o secretário de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres, Átila Nunes.

O chefe de Polícia Civil, Carlos Leba, acredita que a parceria seja fundamental para a elaboração de iniciativas conjuntas.

– A Polícia Civil está em defesa de quem precisar e em constante busca de aprimoramento de suas ações. O trabalho com a Secretaria de Direitos Humanos viabilizará projetos em defesa das minorias – disse Leba.

Os dados da violência assustam: 800 registros por ano. Em 2017, foram 350 atendimentos – 62% na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DACV), que resultaram em 50 prisões e 172 indiciamentos. Em 85% dos casos, os agressores eram parentes próximos das vítimas: pais, responsáveis ou amigos das famílias.

A delegada-titular da DCAV, Juliana Emerique, afirmou que a instituição tem estrutura física e equipe altamente qualificada, sendo referência para todo o país.

– Desde 2015, realizamos todos os protocolos de atendimento, evitando a peregrinação da vítima pela cidade: registro da ocorrência, perícia e relato das vítimas com a gravação do áudio/vídeo para o encaminhamento imediato à Justiça – ressaltou a delegada.

A campanha foi inspirada na cartilha Marianinha: a menina que botou a boca no trombone, de autoria do psicólogo e inspetor da Polícia Civil, Emerson Brant. O texto do livreto surgiu no cotidiano da DCAV. Em 2002, Emerson era responsável por entrevistar crianças vítimas de abusos. Segundo o autor, todos os elementos da cartilha foram colhidos com base nos depoimentos.

– Pensamos na cartilha para iniciar o diálogo entre adultos e crianças, pais e filhos, fornecendo um instrumento de comunicação. A informação é a melhor ferramenta – afirmou Brant.

Como denunciar

Disque Denúncia Nacional: 100

Funcionamento: Todos os dias, das 8h às 22h

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